sexta-feira, 23 de junho de 2017

LAWMAN / THE WAY OF THE WEST / THE MOUNTIE ( 2011) - CANADÁ







Faroeste Canadense 
 
Curioso faroeste canadense, de 2011, que narra a história de um oficial da cavalaria montada, Wade Grayling (Andrew W. Walker), que chega a um local onde se inicia um povoado de imigrantes russos, a maioria ainda vive em tendas e possuem uma igreja inacabada.  O oficial chega em um cavalo branco, trazendo um corpo que encontrara enforcado. Com ele vem uma menina que tentava derrubar o corpo com uma espingarda. 

 

O homem da lei, como ele mesmo gosta de referir-se, questiona o pastor Olaf (Earl Pastko) do porquê encontrara o corpo daquela maneira. A resposta do pastor é que ele era um estranho e que "causou problemas". Com o passar dos dias o homem da lei continua no território para o desgosto do pastor. Quando surge um grupo de cosacos russos, Wade é obrigado a enfrentar um membro da gangue e leva a pior. O Grupo vai embora e ele descobre que a comunidade vive da venda de Ópio, que é justificado (e pelo que dá entender no filme, legalizado nessa época naquele país) pelo pastor para manter a comunidade e suas duas filhas: a menina já citada e sua bela, mas desfigurada irmã, Amethyst. 

  
Wade queima a plantação de ópio e tenta conseguir ajuda junto a um soldado renegado que reluta em voltar à ativa. Os dois têm um passado comum onde fizeram coisas que não se orgulham e Wade mostra que sua missão, de mapear o local para a instalação de um forte e ajudar as pessoas que vivem acossadas, pode ser o início de sua redenção e expiação de um pecado involuntariamente cometido, mas que atormenta o  seu passado. Com a volta dos cossacos e a descoberta da queima do ópio, o confronto entre Wade e o grupo será inevitável, porém Olaf possui um segredo que poderá mudar a vida de todos e que somente sua filha mais velha conhece.

 
Faroeste homenageando um dos maiores diretores do gênero: Sergio Leone, como informado em um dos vários pôsteres do filme. Um estranho chega a uma comunidade trazendo a lei onde ela não existe. Homens maus, donzelas em perigo com clímax no final. O ator Andrew W. Walke copia o estilo Eastwood, que pode ser percebido na barba por fazer e no chapéu que cobre um pouco seu rosto. Só que as semelhanças param aí. Andrew não é Eastwood e o diretor  Wyeth Clarkson, ainda que bem intencionado, não é um Sergio Leone. 




O filme carece de originalidade e a dinâmica do filme muitas vezes fica comprometida, tornando-o, em certas cenas, um pouco vagaroso para filmes do gênero. Na última meia hora realmente vemos ação e, aí sim, o filme consegue prender até o fim. Mas até chegar neste ponto pouca coisa interessante ocorre.  



A fotografia e o belo cenário do território de Yukon são os pontos altos a serem considerados. O ator Andrew W Walker demonstra qualidade de bom ator, mas o melhor desempenho fica por conta da atriz Jessica Paré que interpreta Amethyst com muita competência e suavidade. 
Deve ser visto mais como curiosidade do que um grande western. A curiosidade fica por conta da nacionalidade deste filme que, apesar de simpático, fica aquém das produções americanas no gênero.


Trailer:



Curiosidades:

O filme Possui Vários títulos : Lawman, The Way of the West, The Mountie e Ranger

Exibido na Tv por assinatura como Lawman


 Pôsteres do Filme:

 

FLORENCE: QUEM É ESSA MULHER? / FLORENCE FOSTER JENKINS (2016) - REINO UNIDO





A estrela que não brilhou
 
Florence  (Meryl Streep) é uma filha de banqueiro cuja inspiração é tornar-se cantora de ópera. Só que existe um detalhe muito complicado: sua voz é terrível. Não consegue manter-se no ritmo e desafina de modo constrangedor. Seu marido, St. Clair Bayfield (Hugh Grant), tenta protegê-la de qualquer embaraço que possa surgir, enquanto divide seu tempo com uma amante. Florence, que não percebe sua total inabilidade para a música, resolve que se apresentará  publicamente. Com a ajuda de um professor e um pianista, ela tentará colocar em pratica seu desejo enquanto seu marido tenta criar uma atmosfera que lhe seja favorável.

 
Filme sobre Florence Foster Jenkins ou "A Diva do Grito", cuja vida foi resgata em 2015 no filme fictício, francês, "Marguerite", uma comédia dramática de muito bom gosto. Aqui temos uma Meryl Streep novamente mostrando que consegue abrilhantar qualquer papel que interpreta. Ganhadora de 3 Oscars e
indicada 20 vezes ao prêmio da academia, Streep, aos 67 anos, faz uma Foster cheia de energia e muito disposta a ser uma diva da ópera. Ao contrário de Marguerite, Florence é um filme realizado em tom de comédia, enquanto a produção francesa trilha pela comédia dramática. 

 
A História de Florence é, no mínimo interessante, sendo desconhecida pela maioria das pessoas, não interessadas em música erudita. O filme retrata Florence como uma mulher rica, cujos sonhos são cantar óperas ou árias. Sempre se apresentou para uma plateia restrita (providenciada estrategicamente por seu marido) para que todos a aplaudissem ao final dos espetáculos, claro, que com alguns mimos de seu marido e as atitudes filantrópicas da anfitriã.

 
Não dá para Falar de Florence sem comparar a "Marguerite", já que as duas produções dividiram as salas em território brasileiro. A pergunta que pode ficar é : Qual das duas produções alcançou melhor resultado? Particularmente eu daria um empate técnico, pois quem deseja ver um filme voltado mais para o drama, com pitadas de humor mais sofisticado, optará pela produção francesa, mas se o espectador estiver a procura de uma diversão leve e divertida deverá preferir Florence. 

 
As diferenças entre as produções são várias: a interpretação das duas atrizes são um motivo para ambas as produções serem assistidas. Se a atriz francesa Catherine Frot nos traz aquele ar de melancolia e solidão, Streep nos brinda com momentos alegres que são mais escassos em "Marguerite". Quanto ao elenco masculino a situação talvez seja mais difícil de se analisar: o ator André Marcon (como Georges Dumont) faz um marido que tem vergonha da esposa, a trai e arruma situações para evitar estar presente nas apresentações, em situações divertidas, como sabotar o prórpio carro para este deixá-lo no meio do caminho. Hugh Grant faz um St. Clair Bayfield igualmente traidor, mas que tem um amor muito forte pela esposa fazendo de tudo para que esta se sinta uma mulher amada. Georges Dumont deixa claro que a vida e comodidade lhe convidaram a um casamento. St. Clair deixa subentendido, mas dedica à esposa uma fidelidade moral. No final ambos realmente gostam de suas esposas (com uma dualidade muito grande nesse assunto).

 
Quanto a questão da pessoas que ajudarão a milionária realizar o seu desejo temos dois personagens distintos: Cosmé McMoon que é o pianista, numa ótima interpretação do ator Simon Helberg  do seriado  "The BIg Bang Theory" e o ator David Haig como maestro de Marguerite. Haig levou vantagem por ser um personagem que deveria ser uma força de humor na produção francesa e que aqui funcionou melhor. Em contraponto Marguerite tem um diferencial: o ator Sylvain Dieuaide como mordomo e protetor, numa caracterização excelente. E claro, o final, dramático em Marguerite e suave em Florence. Há diversos outros aspectos como a bela fotografia francesa, a caracterização de época (excelente nas 2 produções).




Marguerite apresenta melhores peças clássicas, mas é ambientado na França e em outra época. Florence mostra o real motivo da doença da personagem e Marguerite cria outra vertente. Essas diferenças é que tornam os dois espetáculos dignos de uma boa conferida.


 
Florence é uma produção inglesa (mas o filme é ambientado em Nova York) com atores consagrados e uma história muito bem dirigida pelo cineasta Stephen Frears, que já passeou por algumas produções de épocas como "Ligações Perigosas" (1988); "O Segredo de Mary "(1996) e "A Rainha" (2006), todos com bons resultados. 
O filme é indicado para pessoas que apreciam uma comédia sem humor escrachado, onde a produção apresenta um bom gosto do início ao fim. As presenças de Streep e Hugh deram toda consistência que a produção precisava e é um passatempo que vale a pena ser conferido.


Trailer:







Curiosidades:
Simon Helberg  tocou as peças de piano, sem ajuda de um músico.

Meryl Streep  utilizou sua própria voz para o filme.
O Ator Hugh Grant foi envelhecido para fazer par com Streep.

Na vida real Florence Foster Jenkins  fez apenas uma gravação.
Na vida real Florence Foster Jenkins queria ser pianista, mas uma lesão no braço a impediu de seguir carreira.

Filmado em Liverpool e  Londres, Inglaterra.

Hugh Grant and David Haig atuaram juntos em  "Quatro Casamentos e um Funeral" (1994) e "Amor à Segunda Vista" (2002).

Meryl Streep ganhou os Oscars por :ganhou por três vezes:  Kramer vs. Kramer (1979), A Escolha de Sofia (1983) e a A Dama de Ferro (2011).

O diretor Stephen frears já foi indicado a 2 Oscars: "Os Imorais" (1990)  e "A Rainha" (2006)


A Verdadeira Florence

 















O cartaz do filme Marguerite

 




















 Filmografia Parcial:

Meryl Streep :
O Franco Atirador (1978); Kramer vs. Kramer (1979); A Mulher do Tenente Francês (1981); A Escolha de Sofia (1982); Amor à Primeira Vista (1984); Entre Dois Amores (1985); A Difícil Arte de Amar (1986); Ironweed (1987);Ela É o Diabo (1989); Lembranças de Hollywood (1990); Um Visto Para o Céu (1991); A Morte lhe Cai Bem (1992); A Casa dos Espíritos (1993); O Rio Selvagem (1994); As Horas (2002); O Diabo Veste Prada (2006); Mamma Mia! (2008); A Dama de Ferro (2011); O Doador de Memórias (2014); Florence: Quem é Essa Mulher? (2016); Mary Poppins Returns (2018).


Hugh Grant
Incontrolável Paixão (1987); O Despertar de uma Realidade (1988); As Noites de Bengali (1988); Lua de Fel (1992); Quatro Casamentos e um Funeral (1994); Nove Meses (1995); Razão e Sensibilidade (1995); O Outro Lado da Nobreza (1995); Medidas Extremas (1996); O Diário de Bridget Jones (2001); Simplesmente Amor (2003); Letra e Música (2007); Cadê os Morgan? (2009); O Agente da U.N.C.L.E. (2015); Florence: Quem é Essa Mulher? (2016); As Aventuras de Paddington 2 (2017).
  

KRAMER VS KRAMER (1979) - ESTADOS UNIDOS





Traumas do divórcio

Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um homem que dá mais atenção ao emprego do que à família. Certo dia, após 5 meses de trabalho árduo, recebe a notícia de sua promoção. Ao chegar em casa recebe outra notícia: sua esposa, Joanna (Meryl Streep), o está deixando, sem conversa e sem chance de reconciliação, apenas com a roupa do corpo. 

Ted é deixado com o filho, Billy (Justin Henry) de 5 anos e sente-se como uma pessoa em um navio à deriva, sem direção. De uma hora para outra tudo vira de cabeça para baixo. Como a esposa sempre cuidou do filho, começa a tentar suprir as necessidades de Billy que não entende o desaparecimento da mãe e quer um motivo. Motivo que Ted ainda não encontrou. 


Ted passa seus dias entre acordar, levar o filho à escola, ir para seu trabalho, voltar para pegar a criança, dá-lhe a janta e pô-lo na cama. O trabalho de Ted aos poucos começa a desmoronar, pois nesta empresa pais separados que cuidam de seus filhos não tem vez. Nitidamente percebe-se que a empresa só visa o lucro e seu superior imediato não quer saber dos problemas que Ted vem enfrentando na sua vida particular. Seu chefe passa a lhe dar vários avisos e demonstrar desinteresse quando Ted fala do filho. Aqui percebemos bem o âmago de certas pessoas: interessam-se somente por seus problemas e dinheiro no bolso. Qualquer situação que implique em perda de lucro é imediatamente rechaçada. Cumprindo seu papel de pai e tendo como única amiga no momento a sua vizinha Margaret (Jane Alexander), também separada e na mesma situação, Ted confidencia sua dúvidas e esperanças à sua nova amiga que outrora fora confidente de sua esposa. 



Após 18 meses, Joanna  reaparece informando que fora para outra cidade, teve consultas com um psicólogo e deseja a guarda de seu filho. Ted evoluiu como ser humano e assume a sua "mea culpa" pelo fracasso do casamento  percebendo que nunca dera ouvidos aos anseios da esposa e não era muito presente com o filho. Mas esses 18 meses foram suficientes para criar um laço com o filho, difícil agora de ser rompido, mesmo que ainda ame a ex-esposa.  Ao saber da notificação da guarda da criança, Ted recebe uma má notícia: é despedido da firma em que trabalha no pior momento possível, pois desempregado não poderá lutar pela guarda de seu filho. 


Drama setentista que gerou, na época, uma onda de discussões a respeito de guarda de paternidade e os impactos causados nos filhos com separações. O filme, apesar de algumas vezes apelar para o sentimentalismo, não se torna piegas. A direção segura do diretor Robert Benton extrai dos personagens principais ótimas atuações com a dose certa de sutileza. Difícil não tomar parte em um lado da questão em filmes do gênero, mas que nesse caso o roteiro tenta "equilibrar a balança" do poder concedendo para ambos suas razões, fazendo com que o público se divida entre a mãe que "abandonou" o filho para conseguir uma vida que considerava melhor e assim dividi-la com o filho ou o pai ausente que não dava atenção à esposa, mas que encontrou um modo de se recriar como ser humano e evoluiu o suficiente para poder ter a guarda do filho.


Essa questão dos traumas do divórcio, na época, deram ao filme 5 Oscars por conseguir transmitir de maneira tão perfeita um assunto tão delicado. Se hoje esse assunto não desperta mais interesse, antigamente divórcio era algo impensável, até na família brasileira. Mãe separada sofria diversas humilhações, assim como seus filhos, por parte de outros pais que achavam que uma família desestruturada não era apta a conviver com as "famílias de bem". 


A questão religiosa também era muito forte, principalmente em países cristãos e no filme, em determinado momento,  Joanna cita o "até que a morte nos separe" como um dogma religioso aprofundado em seu ser, levando-a à culpa por romper o laço sagrado do matrimônio. Cabe aqui ressaltar que a lei do divórcio só veio a ser sancionada, no Brasil, pelo presidente militar Ernesto Geisel, em 26 de dezembro de 1977. Logo, este filme estava no auge das discussões que se iniciavam a respeito do tema e quem viveu essa época sabe que o assunto foi parar nas novelas, programas de auditórios, séries e rádios. Muitas bobagens foram ditas na época como o fim da sociedade, a decadência moral, filhos rebeldes e sem futuro. 


Vendo hoje esse filme podemos comparar com certos assuntos que hoje mexem com a nossa sociedade  e causam tantas celeumas. Daqui a igual tempo (em torno de 30 anos) nossos assuntos cotidianos serão considerados velhos e ultrapassados. A sociedade sempre caminhará, se para bem ou mal não saberemos, mas muitas vezes, independerá de nós. Nós iremos e a evolução ou involução continuará.

Trailer:



Curiosidades:
O filme venceu cinco Oscars: Melhor Filme, Melhor Ator (Dustin Hoffman), Melhor Atriz Coadjuvante (Meryl Streep), Melhor Diretor (Robert Benton) e Melhor Roteiro Adaptado.

Justin Henry participou de poucos filmes e hoje trabalha no ramo de mídias digitais (concorreu ao Oscar de Melhor Coadjuvante por esta produção)

Dustin Hoffman viria a ganhar seu segundo Oscar em 1988, ao lado de Tom Cruise, no filme “Rain Man”, na qual fez o papel de um autista.

Mary Louise Streep é a recordista em indicações ao Oscar (20) e ganhou por três vezes:  Kramer vs. Kramer (1979), A Escolha de Sofia (1983) e a A Dama de Ferro (2011).

O diretor Robert Benton ganhou 3 Oscars por :   Kramer vs. Kramer (1979) - Melhor Roteiro e Direção ; Um Lugar no Coração (1984) - Melhor roteiro
Foi indicado por : Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas (1967); A Última Investigação (1977); O Indomável - Assim É Minha Vida (1994), como Melhor Roteiro e Um Lugar no Coração (1984), como Melhor Diretor

A atriz JoBeth Williams (no papel de Phyllis Bernard) já foi indicada ao Oscar por sua direção no curta On Hope (1994)

Jane Alexander  já foi indicada  4 vezes ao Oscar: A Grande Esperança Branca (1970); Todos os Homens do Presidente (1976); Kramer vs. Kramer (1979) e Herança Nuclear ou Testamento (1983)

Filmografia Parcial:
Dustin Hoffman

 









A Primeira Noite de um Homem (1967); Perdidos na Noite (1969); O Pequeno Grande Homem (1970); Papillon (1973); Todos os Homens do Presidente (1976); Maratona da Morte (1976); Liberdade Condicional (1978); Kramer vs. Kramer (1979); Tootsie (1982); Ishtar (1987); Rain Man (1988); Negócios de Família (1989); Dick Tracy (1990); Hook: A Volta do Capitão Gancho (1991); Herói por Acidente (1992); Epidemia (1995); Sleepers - A Vingança Adormecida (1996); O Quarto Poder (1997); Esfera (1998); O Júri (2003); Entrando Numa Fria Maior Ainda (2004); Perfume: A História de um Assassino (2006); Tinha Que Ser Você (2008); Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família (2010).

Meryl Streep :
 

 






 


O Franco Atirador (1978); Kramer vs. Kramer (1979); A Mulher do Tenente Francês (1981); A Escolha de Sofia (1982); Amor à Primeira Vista (1984); Entre Dois Amores (1985); A Difícil Arte de Amar (1986); Ironweed (1987);Ela É o Diabo (1989); Lembranças de Hollywood (1990); Um Visto Para o Céu (1991); A Morte lhe Cai Bem (1992); A Casa dos Espíritos (1993); O Rio Selvagem (1994); As Horas (2002); O Diabo Veste Prada (2006); Mamma Mia! (2008); A Dama de Ferro (2011); O Doador de Memórias (2014); Florence: Quem é Essa Mulher? (2016); Mary Poppins Returns (2018). 

Jane Alexander:

 













A Grande Esperança Branca (1970);  Os Novos Centuriões (1972); Todos os Homens do Presidente (1976); Os Desalmados (1978); Kramer vs. Kramer (1979); Brubaker (1980); Amarga Sinfonia de Auschwitz (1980); Herança Nuclear ou Testamento (1983); Cidade Ardente (1984); Ciranda de Ilusões (1987); Tempo de Glória (1989); Regras da Vida (1999); O Chamado (2002); A Pele (2006); Alma Perdida (2009); O Exterminador do Futuro: A Salvação (2009); A Casa dos Sonhos (2011); O Último Amor de Mr. Morgan (2013); Lista Negra (seriado 2013-2014); The Good Wife (seriado 2011 -2015); Three Christs (2018).